terça-feira, 27 de julho de 2010

Infinito Particular
(Marisa Monte)

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou portabandeira
de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

sexta-feira, 23 de julho de 2010


“Saudade é a presença de lembranças, de crises de risos, cinema no domingo, das brigas terminadas com beijos e silêncios que dizem tudo.”

(Autor desconhecido)





O que eu posso escrever para tentar decifrar o que estou sentindo? São sentimentos mistos e totalmente contraditórios. No entanto, se for analisar com calma, verei que eles são na verdade, complementares! Amor e ódio... sempre juntos... variam de acordo com o nosso estado de espírito em determinadas situações. Essas duas palavras são “fáceis” de lidar. Mas tem uma que me maltrata... quase conseguindo tirar as minhas forças. SAUDADES. Uma palavra até bonita (do ponto de vista ortográfico – literário), mas que dilacera quem convive com a mesma, de maneira leve... suave... ou catastrófica! Sentir saudades é normal... natural... e aceitável quando ainda temos como amenizá-la. Mas... e quando não tem remédio? Quando nos pegamos sozinhos com ela? Qualquer atitude que tenham para tentar nos distrair é em vão! Com isso, só nos restam as músicas, os perfumes, os filmes e livros, e as lembranças... Todas elas sejam agradáveis ou não. E como elas são presentes, mais presentes até do que as inúmeras experiências atuais que vivenciamos. De repente, descobrimos que temos uma memória de elefante! Completando o meu raciocínio sobre CONTRADIÇÃO x COMPLEMENTO, FELICIDADE é a palavra que complementa a Saudade. Ficamos felizes pela idéia de que a pessoa tão querida está bem... quem sabe sentindo as nossas vibrações positivas e os pensamentos afetuosos, e isso serve como calmante para os nossos corações. O único pesar que fica, é o fato de não termos como aliviar esse nosso comportamento tão egoísta, que nos martiriza pela ausência da presença. Saudades passageiras são possivelmente “curáveis”. Já a que vem da alma... para essa, creio eu, não tem remédio. É assim meu querido que eu me sinto... SEMPRE COM UM PEDAÇO A MENOS...!

Viver realmente é uma coisa muito agradável não é mesmo? Mas ficamos dependentes de ter sempre por perto pessoas capazes de sonhar junto com a gente, amar de maneira e intensidade igual, ter as mesmas capacidades de perdoar, compreender, aceitar, brigar na hora certa, defender seus ideais... enfim. Na verdade o que sempre estamos a procura, é de um “clone nosso”. Não só quase fisicamente como acontece na maioria das vezes, mas principalmente na maneira de reagir quando são colocados a prova. E não estamos errados parando pra analisar desse jeito. Quem na sua quase que infinita paciência, calma e compaixão se sentiria a vontade tendo ao seu lado uma pessoa extremamente “explosiva”? Da mesma maneira acontece com as pessoas que acreditam e sempre vão acreditar no amor. Quando nos deparamos com pessoas incapazes seja por traumas, medo, ou mesmo egoísmo, de se entregar á esse sentimento tão sublime, entramos em conflito. E o pior de tudo, esse conflito não é com a pessoa que nos “perturba”, e sim com nós mesmos. Começamos com infinitos questionamentos do tipo “O que eu fiz de errado?”, “Será que fui rápida demais?”, “Eu não soube demonstrar o que estava sentindo?”, “Será que nunca vou aprender?”.Esse é o nosso bom e velho senso de autocrítica atuando. Acredite, poucas pessoas o tem. Pare para pensar. Por que você tem que ser a errada da história? Qual seria a sua culpa? Se entregar? Mas responda sinceramente, qual relacionamento não tem ENTREGA? É humanamente impossível não se envolver, ou pelo menos demonstrar carinho e respeito por quem nos trata bem. É uma pena que a maioria das pessoas não pára pra pensar antes de se empenhar em conquistar alguém de interesse. Não conversa com ele mesmo a respeito disso. Ele também pode estar confuso afinal, mas alguns deles passam por cima dessa etapa sem se preocupar com os riscos. Lidar com a vida amorosa do próximo é uma tarefa muuitoo delicada, tenham certeza disso. Por isso a necessidade de saber realmente o que está sentindo. AMIZADE? AMOR? CARINHO? SAUDADE? TODAS AS OPÇÕES ANTERIORES? (rsrs). É de extrema importância lembrar de um pequeno detalhe, quem você cativou hoje e não está sabendo cuidar, um dia pode não perceber que quem precisa dessa atenção agora é VOCÊ. Portanto, chega de olhos inchados de tanto chorar noite e dia... Lembre sempre, você deve SE AMAR PRIMEIRO, e isso inclue (mesmo que de maneira difícil ás vezes), ver com quem realmente vale a pena você se envolver, dedicar horas, minutos, segundos do seu precioso dia pensando, ligando, mandando mensagem ou até mesmo sinal de fumaça para quem sabe o “escolhido” perceber você. Gaste mais o seu tempo com você mesma, já que na grande maioria dos casos acabamos esquecendo o nosso foco do momento, seja ele profissional ou pessoal.

Finalizando, vou deixar uma frase que vale a pena ser lida com calma, refletida e se possível, colocada em prática.

“... O tempo é algo que não volta atrás.
Por isso plante seu jardim e decore sua alma,
Ao invés de esperar que alguém lhe traga flores ..."

William Shakespeare